domingo, 29 de julho de 2007

AMIGO COM PROBLEMAS? SE ELE TIVER BEBIDO, NÃO VÁ DE CARONA COM ELE



Mariana MÃE

Estudos apontam que, a maioria das pessoas que se envolvem em ACIDENTES DE TRÂNSITO, estavam vivendo naquele momento, uma condição psicológica desfavorável, porquanto vivenciavam problemas de ordens diversas.
Os estudos podem ser ratificados, comparando informações sobre a situação psicológica em que se encontrava, quem estava ao volante, no acidente, que fez MEU FILHO, VÍTIMA FATAL.
Às condições objetivas do acidente, que dentre outras causas, inclui ALCOOL E ALTA VELOCIDADE, se somaram aspectos não visíveis, ocultos e ocultados nas e das audiências de apuração dos fatos relativos ao acidente, o contexto de vida de quem estava na direção do veículo.
Sabemos que, ao volante, estava um jovem, com dezenove anos de idade; com a credencial "PERMISSÃO PARA DIRIGIR, com apenas seis meses aproximado de concessão de uso; vivendo no ambiente familiar, privado da comunicação com o Pai, pois o mesmo não vinha falando com seu filho, (aquele que dirigia o veículo, no acidente que vitimou Pedro), por motivos que desconheço; o seu irmão mais velho tinha sido posto para fora de casa; e ainda o mesmo que ocupava o comando do carro, amargava o término de um namoro.
Estas informações foram-me repassadas pela genitora desse motorista, amigo de Pedro, considerando ela, estar consolando-me, "bizarro consolo", dizendo-me que, depois da partida do meu FILHO, seu lar tinha virado um céu, considerando a reciociliação e o retorno ao lar , desses filhos!
Nosso comportamento em qualquer lugar que transitemos, repercute o nosso mundo interior. No trânsito, não é diferente.
Até o Vaticano, no seu Decálogo para o MOTORISTA, divulgado recentemente, chama a atenção de aspectos que envolvem condições psicológicas.
O mandamento 5. CARROS NÃO DEVEM SER UMA EXPRESSÃO DE PODER E DOMINAÇÃO, E UMA OCASIÃO PARA PECER; e o
6. CONVENÇA OS JOVENS E OS NÃO TÃO JOVENS A NÃO DIRIGIREM QUANDO NÃO ESTÃO APTOS, sinalizam para o que deve ser ação adequada, no trânsito.
O problema é que, como tudo está interagindo permanentemente, ações inadequadas que são deflagradas, agridem cegamento o entorno, e via de regra, não volta para a invidualidade que desferiu o golpe.
Isto se comprova com relação a questão da segurança no trânsito, quando estatísticas apresentam índices muito maiores de vítimas fatais e/ou sequelados, de pedestres e caronas, sendo a causa que motivou o acidente, alcool/direção. (marianabbcerqueira)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

PERDA: A GRANDE DOR. QUE TAMANHO TEM SUA DOR?

Mariana MÃE

Busco a verdade, busco a liberdade, onde encontrá-las?
Sei que ambas passam por mim, mas não moram em mim.
Passam por mim, quando me debruço sobre mim mesma, a mergulhar num mundo que é meu, mas que não posso detê-lo, delimitá-lo, porque infinito, sempre transbordante, não seca, não deserta, não esvazia.
Como a dor peregrina neste infinito que sou eu?
Ela vem ao meu encontro, ou vou buscá-la numa aventura errante?
Terá materialidade no objeto da dor!
PERDER, SERÁ O PRÓPRIO OBJETO DA DOR?
O QUE PERDEMOS, QUE LUGAR OCUPA NA DOR?
O que perdemos, jamais poderá ser a dor.
Porque aquele que amamos não pode ser a dor!
O que perdemos é proximidade?
O que perdemos é o presente com vazios?
O que perdemos é o futuro como uma não possibilidade?
Será o vazio, a dor?
Há uma inadequação na perda, há um não reconhecimento do si mesmo, há um sentido de não pertencimento!
Mas precisamos destacar a questão da perda, como algo sempre presente na vida de todos.
Perdemos a incapacidade de andar, quando iniciamos nossos primeiros passos na infância;
Perdemos a primera dentição, para que dentes permanentes, que não permanecem por toda a vida, ocupem o lugar dos dentes de leite, perdidos.
Perdemos o colo, as idades anteriores, o vigor físico, psiquico, emocional.
Por fim, perdemos a vida, vivida no tempo/espaço.
A morte é um perder-se a si mesmo?
O si mesmo é o EU SOU?
O si mesmo é uma imortalidade do ser?
Percorrendo o meu pensar, o objeto da dor, seria o perder.
O ser, jamais seria a própria dor. E se assim for, por quem choro?
Só pode ser pela dor que sinto, e meu sentir dor, é ter perdido alguém.
Como algém que é a propria beleza da minha vida pode ser minha dor?
Não doi em mim meu filho
.Doi saudade, doi distância, doi tristeza, doi invisibilidade, doi eternidade ( eternidade é passado e utopia de futuro, mas nunca o presente. A eternidade inviabiliza o presente e faz do passado, o presente congelado, engessado, por não existir processos).
E aí, qual o tamanho da dor?
Quando se perde um ente querido, é lugar comum, ouvir-se " palavras de consolo", pretensamente aplicadas para "alivio da dor", colocando na balança das emoções, do atingido pela dor, a sua perda, em relação à outras perdas, como de tamanho inferior a do outro, julgando que assim, traga o consolo necessário.
Que compaixão, que solidariedade é esta que pode dar consolo e alivio, pelo tamanho da miséria alheia!
Que remédio é este que se toma e se sente aliviado e consolado em detrimento do sofrimento alheio?
Quem sabe o tamanho da dor?
Qual a medida da dor?
Não sei se é religiosamente correto, dizer do mau estar que me causa, escutar tamanha contradição!
Como posso me sentir bem, sentir algum alivio na minha dor se o outro sofre mais que eu? Que medida é esta!
Permanentemente refletindo sobre esta questão, me parece corretamente humano dizer, que a dor é infinita, que a dor ocupa o tamanho de cada universo humano, de cada individualidade e ao mesmo tempo, transborda!
A minha e a sua dor são as dores do humano, dentro da suportabilidade do humano, é privativa e intransferivel na sua individualidade, e coletivamente simbólica no tamanho.
O tamanho da dor, tem medida no simbolismo coletivo, mas nunca na individulidade do sofrimento.
Se a dor do sofrimento humano tem tamanhos diferenciados, há privilegiados!
Será que ainda na dor eu quero mais vantagem que o outro?
Até nos males físicos, há uma similaridade de sintomas (mazelas, dores), nas enfermidades. Essas similaridades geram possibilidades de diagnósticos e de curas. (marianabbcerqueira)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

ALCOOL NO SANGUE DO MOTORISTA EM TRÂNSITO

Mariana MÃE

Retomando o titulo da primeira postagem, "ALCOOL NO SANGUE: RISCO PESSOAL E SOCIAL", passo a refletir sobre o que efetivamente representa risco social.
Estudos apontam que acidentes de trânsito por uso de bebidas alcoólicas, produziram vítimas fatais e sequeladas que na sua maioria, não eram aquelas que fizeram uso de bebida alcoólica, por conseguinte, não era quem estava ao volante. Eram caronas e pedestres!
Isto gera o entendimento que, motoristas que fazem uso de bebida alcoólica e produzem acidentes, representam RISCO SOCIAL.
Para ser RISCO SOCIAL, o nível de concentração de alcool no sangue desses motoristas infratores e/ou criminosos, motivados pelos efeitos produzidos pela alcool, que gera inconsequência ou entorpecimento da consciência, permitem, estar possivelmente, no limite anterior à EMBRIAGUÊS PROFUNDA, ou seja, menor que tres (3,0) gramas por litro de sangue.
Isto equivale dizer que, o RISCO SOCIAL, antecede ao RISCO PESSOAL, se entendermos que o RISCO PESSOAL tem seu ponto limite a 3,0 grama por litro de sangue, quando poderá provocar EMBRIAGUÊS PROFUNDA, portanto, impossibilidade de estar no exercicío de qualquer que seja a ação.
As estatisticas também incluem, esses motoristas como vítimas fatais e sequeladas. Neste caso, o RISCO PESSOAL fica REDUNDANTE e CONTRADITÓRIO.
REDUNDANTE por risco pessoal estar no universo do próprio individuo, no sentido de poder ficar em embriaguês profunda ou poder ser vítima de sua própria ação inconsequente.
CONTRADITÓRIO, porque enquanto seu organismo sucumbe para empreender qualquer ação, seu risco é PERSONALÍSSIMO e deste modo NÃO PODERÀ PROVOCAR RISCO SOCIAL.
Se se é RISCO PESSOAL, enquanto organismo, não se é RISCO SOCIAL. Neste estado de risco pessoal, existe impossibilidade de provocar dano coletivo, porquanto se apaga, se esmaece sua ação.
A lógica, o bom senso nos sinaliza que, devemos adotar: ALCOOL E DIREÇÃO: TOLERÂNCIA ZERO.
ALCOOL NO SANGUE, SERÀ SEMPRE RISCO POTENCIAL, PESSOAL E SOCIAL! (marianabbcerqueira)

terça-feira, 24 de julho de 2007

ALCOOL NO SANGUE: RISCO PESSOAL E SOCIAL

Mariana MÃE

A legislação que "dispõe sobre restrições ao uso e à propaganda de produtos FUMÍGEROS, BEBIDAS ALCOÓLICAS..." do nosso país, indica como cláusulas de advertência:
Com relação à bebidas alcoólicas:

. EVITE O CONSUMO EXCESSIVO DE ALCOOL;

. BEBA COM MODERAÇÃO;

. APRECIE COM MODERAÇÃO;

. SE BEBER NÃO DIRIJA;

. ESTE PRODUTO É DESTINADO A ADULTOS;

. BEBA SEM EXAGEROS e

. BEBA COM RESPONSABILIDADE.

Dentre estas advertências, "SE BEBER NÃO DIRIJA", vem sendo o slogan mais divulgado e conhecido de todos.
É interessante perceber, com relação à produtos fumígeros, o que é observado nas advertências:
O Ministério da Saúde adverte:

. FUMAR CAUSA MAU HÁLITO, PERDA DE DENTES E CANCER DE BOCA;

. FUMAR CAUSA CANCER NO PULMÃO;

. FUMAR CAUSA INFARTO DO CORAÇÃO;

. FUMAR NA GRAVIDEZ PREJUDICA O BEBÊ;

. EM GESTANTES, O CIGARRO PROVOCA PARTOS PREMATUROS, O NASCIMENTO DE CRIANÇAS COM PESO ABAIXO DO NORMAL E FACILIDADE DE CONTRAIR ASMA;

.CRIANÇAS COMEÇAM A FUMAR AO VEREM OS ADULTOS FUMANDO;

. A NICOTINA É DROGA E CAUSA DEPENDÊNCIA e

. FUMAR CAUSA IMPOTÊNCIA SEXUAL.

Percebemos que o legislador deu tratamento diferenciado para o uso dos produtos em questão.
Com relação à bebida alcoólica, as advertências preconizam atentar para o comportamento, o "bom comportamento" individual e talvez, social, a "defesa da moral e dos bons costumes".
No que diz respeito aos produtos fumígeros, a proteção da sociedade ficou efetivamente definida e preservada, observando o que efetivamente preconiza, o" DIREITO À VIDA", pontuando aspectos noçivos, consequentes do uso de produtos fumígeros. Neste caso, precisamos prestar as devidas homenagens e honrarias, ao nosso legislador. VIVA O CONGRESSO BRASILEIRO!
Mas, precisamos fazer o "GRANDE APELO", não sei bem, se diretamente ao Congresso Nacional, oou diretamente à Sociedade Civil.
INICIATIVA POPULAR OU INICIATIVA CONGRESSUAL?
Vamos ao que nos interessa!
À exemplo do que já identificamos nos maços de cigarros, onde estão impressas além de advertências legais, dos perigos para a vida do individuo, em fazendo uso do produto, imagens chocantes de vítimas do uso do produto, vamos sugerir e exigir que as BEBIDAS ALCOÓLICAS tenham igual tratamento!
Neste sentido, deveriam estar impressos, nos rótulos dos diversos tipos de bebidas alcoólicas, além do teor de alcool por tipo de bebida, os efeitos produzidos no organismo por quantidades ingeridas e os riscos a que se expõe o individuo, com o uso da bebida, destacadamente, na condução de veículo, obrigatório para fabricantes e importadores de bebidas alcoólicas do Brasil, incluindo imagens de acidentes, de sequelados e incapacitados por acidentes de veículos
.
Segundo a ABRAMET, os efeitos do alcool no organismo humano, na direção veicular, envolvem:

. REDUÇÃO DA PERCEPÇÃO DA VELOCIDADE E DOS OBSTÁCULOS;

. REDUÇÃO DOS REFLEXOS;

. REDUÇÃO DA HABILIDADE PARA CONTROLAR O VEÍCULO;

. DIMINUIÇÃO DA VISÃO PERIFÉRICA;

. AUMENTO DO TEMPO DE REAÇÃO e

. PREJUÍZO NA CAPACIDADE DE DIVIDIR A ATENÇÃO.

É preciso que cada um de nós, individual e coletivamente, estejamos dispostos a constituir, ainda que virtualmente, uma representação de participação da sociedade civil, que se organiza, como exercício de formação de uma rede cidadã, para deflagrar esta proposta, enquanto PROJETO DE LEI, que amplia dispositivos de lei já existente, para que riscos, absolutamente previníveis, possam ser evitados, como no caso de bebida e direção.
A causa que me mobiliza é ter um filho que se fez eterno, vitima de acidente de trânsito, onde a causa que incrimina o réu, seu amigo, foi o uso de bebida alcoólica, conforme Inquerito Policial e Denuncia do Ministério público.
AO MEU AMADO FILHO PEDRO HENRIQUE BARRETO CERQUEIRA, DEDICO A MINHA LUTA EM PROL DA VIDA. (marianabbcerqueira)

Quem sou eu

Minha foto
O estigma da morte é ferro, fogo e sangue nas emoções. É o peso que se carrega, não apenas pessoal, mas coletivamente, no prcessar simbólico do que é viver e do que é morrer! É a experiência humana de finitude! É mergulho profundo nas aguas da emoção, razão, imaginação. Tudo em busca de um sentido, da fé...