domingo, 23 de dezembro de 2007

MANIFESTO: MÃES PELO TRÂNSITO SEGURO

mães da praça de maio




MARIANA MÃE

VENHA CAMINHAR JUNTO, NA DIREÇÃO DE APRESENTAR AO MUNDO, A CONTRIBUIÇÃO DE MÃES QUE, POR TER PERDIDO FILHO, NO TRÂNSITO, CONSTROEM UMA REDE DE AMOR, PARA CHAMAR ATENÇÃO, DA TRAGÉDIA QUE É A PERDA DE UM FILHO, NA GUERRA CHAMADA TRÂNSITO.
O PARADIGMA É RECONHECER QUE INCONSEQUÊNCIA NA DIREÇÃO DE VEÍCULO, POR IMPRUDÊNCIA, IMPERICIA OU NEGLIGÊNCIA, É BOMBA QUE PODE SER DETONADA, CONTRA SI MESMO OU QUALQUER OUTRO.

O entendimento inicial é a imposição pela cultura, de valores que, são apenas adotados.
As exigencias da sociedade da informação, do conhecimento e da tecnologia, estão a demandar velocidade, em todos os campos de ação, necessários à nova dinâmica de vida. Tudo conspira para que sejamos "CORPOS FALANTES".
..."As novas doenças da alma são dificuldades ou incapacidades de representação psiquica que chegam até a matar o espaço psíquico"...
Talvez aí se entenda porque tenhamos que disponibilizar, textos industrializados, formúlas ou lembretes padrão, para prevenção, como no caso do trânsito, "SE BEBER, NÃO DIRIJA"; "BEBA COM MODERAÇÃO, etc, etc...

Convocar, em cada um de nós, o ser interior, o ser psíquico, a alma ou produzir em larga escala, os cliches necessários à defesa individual e coletiva, para o trânsito seguro?

O caminho tem se mostrado, que a necesidade dos cliches é imperativa. Todos estamos a necessitar de chamadas pontuais e emergenciais. Na agenda da vida, tem que constar, anotações e lembretes de prevenção, de controle, de obrigações, entre outros.

A segurança no trânsito, terá que ter espaço garantido na agenda da vida.

A SEGURANÇA NO TRÂNSITO, terá que ser promovida, de qualquer jeito, até mesmo pela facilidade dos clichês ou pelo exemplo de penalizar, todos que cometerem crimes de trânsito. Exemplos de punição com relação à infrações, é efetivamente visualizado.

A dor de ter perdido um filho, na guerra do trânsito, não pode caber apenas, no coração partido da mãe. Terá que ser utilizada, como bandeira de amor, para que se promova segurança no trânsito.

Precisamos utilizar nossas lágrimas, dizendo ao mundo, algum caminho, para o trânsito seguro.
MÃES PELO TRÂNSITO SEGURO.
PARTICIPE! (marianabbcerqueira)


"A dor é para sempre. Quando uma mãe gera um filho, isso é vida. Quando o filho não está mais, é como se a mãe tivesse sido mutilada, vai embora uma parte do seu corpo. E a mutilação é para sempre. Mas nós, as mães, nos encontramos em cada um que luta, nos encontramos aqui lutando.
O dia que desapareceu meu filho senti que era velhissima. Que nunca mais poderia me levantar. E naquele momento eu pensei que teria que viver ou morrer. E escolhi viver. viver para os outros. Meus filhos sempre me diziam: mamãe, vida vale quando nos colocamos a serviço do outro. Quando se é solidário. É quando a vida vale. E eles tinham razão". (Hebe Bonafini, presidente da Associação Mães da Praça de Maio).

domingo, 2 de dezembro de 2007

MOMENTOS...

MARIANA MÃE

Ai que dor é viver, quando há baixa, por morte, da força armada, no seu efetivo de AMOR!
Como vencer a guerra da vida, do viver, com baixa no efetivo de AMOR?
Tenho um arsenal de bombas de ódio, tristeza, saudade, dor, humilhação...
É preciso detoná-las?
Mulher sentimento bomba...
É preciso rendição, nesta guerra.
Se não é possivel mudar a realidade, sujeito-me a ela!
Dolorosa rendição!
Sujeição e dor...
Aqueles que representam o exercito inimigo, aqueles que se fizeram, veículos desta guerra de dor,
ocuparam trincheira de luta, foram convocados, pelo governo da inconsequência da vida e do viver!
No tribunal da consciência, a sentença é real e inexorável!
E as armas que possuo, onde depositá-las?
Elas efetivamente existem e precisam ser depositadas para que não deixem terreno minado, depósito contaminado, ou transferida para o exercito inimigo!
O que fazer com estas bombas?
Esta representação simbólica de sentimentos, nos faz perceber que objetivamente, devemos tratar e encaminhar sentimentos, como se encaminham coisas concretas.
Não há mágicas para desaparecer o concreto, o objetivo!
Também não há mágicas para desaparecer sentimentos.
Armas são instrumentos de defesa e poder .
Preservam e mantém vida, capacidades... se não forem utilizadas.
Identificam que respeito e preservação da vida, representa capacidade de mantê-las, em arsenal.
Paz, pressupõe capacidade de respeito à cidadania, de respeito e de direito à vida. Todos temos este direito.
Minhas armas ficam depositadas em mim mesmo.
Preciso entender que são inerentes ao humano.
Sua moeda de compra é a capacidade de fato, que a vida dispõe, para promover o mau.
Deixo-as intocadas, num processo contínuo e dinâmico, de continuar construindo, na vida e para a vida.
É processo de auto-defesa, porque podem ser mortíferas ou passiveis de paralizar, contaminar, sequelar, se inconscientemente detonadas em nós próprios.
Fazemos parte da civilização, somos civilizados, porquanto cidadãos reprimidos.(marianabbcerqueira)

Quem sou eu

Minha foto
O estigma da morte é ferro, fogo e sangue nas emoções. É o peso que se carrega, não apenas pessoal, mas coletivamente, no prcessar simbólico do que é viver e do que é morrer! É a experiência humana de finitude! É mergulho profundo nas aguas da emoção, razão, imaginação. Tudo em busca de um sentido, da fé...