quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Igreja lança '10 mandamentos' do bom motorista

Mariana MÃE
"Não guiarás sob influência do álcool. Respeitarás os limites de velocidade. Não considerarás o carro como objeto de glorificação pessoal, nem o usarás como local de pecado
O Vaticano deixou de lado as questões estritamente teológicas para divulgar suas próprias regras de trânsito, um manual sobre os aspectos morais da condução de automóveis.
As 36 páginas das 'Diretrizes para o Cuidado Pastoral da Estrada' contêm dez mandamentos. As orientações abrangem questões como o respeito dos peões, a manutenção do veículo e como evitar os tão ouvidos palavrões.

«Os Carros tendem a trazer o lado 'primitivo' dos seres humanos, produzindo, portanto, resultados bastante desagradáveis» como consta do documento.
O texto faz um apelo às «tendências nobres» do espírito humano, pedindo responsabilidade e autocontrole para evitar a «regressão psicológica» tantas vezes associada à condução.
O 5º Mandamento dispõe que «os carros não devem ser uma expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar».

Uma passagem, na seção «Vaidade e Glorificação Pessoal» certamente vai incomodar os donos de Ferraris e de outros carros pelos quais os italianos são apaixonados.
«Os carros se prestam particularmente a serem usados por seus donos para a exibição e como meio de ofuscar o brilho de outras pessoas e despertar um sentimento de inveja», diz o texto.
O manual também estimula o leitor a não agir de forma «insatisfatória ou que mal seja humana» e que evite um «comportamento desequilibrado». Rezar ao volante é incentivado.
Apesar de estar cercado pelo caótico trânsito romano, o minúsculo país tem apenas cerca de mil carros, e o limite máximo de velocidade é de 30 quilômetros por hora. O último acidente dentro das muralhas do Vaticano, segundo uma fonte oficial, ocorreu há cerca de um ano e meio e provocou danos mínimos".
O Decálogo dos condutores
I.Não matarás
II. A estrada deve ser um instrumento de comunhão, não de danos mortais
III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão
IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade
V. O automóvel não seja para ti expressão de poder
VI. Convence os jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer
VII. Apóia as famílias das vítimas dos acidentes
VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão
IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca
X. Sente-te responsável pelos outros

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O estigma da morte é ferro, fogo e sangue nas emoções. É o peso que se carrega, não apenas pessoal, mas coletivamente, no prcessar simbólico do que é viver e do que é morrer! É a experiência humana de finitude! É mergulho profundo nas aguas da emoção, razão, imaginação. Tudo em busca de um sentido, da fé...