quarta-feira, 9 de abril de 2008

ERA UMA VEZ....

Mariana MÃE

Uma grande estória, história de amor...
O sentimento do amor, acreditava no ideal que se projetava no outro.
Amor que idealizava, que enxergava no outro, apenas o que acreditava que correspondesse ao amor.
Teria que ser cego, sudo e mudo, para ser grandioso,
verdadeiro amor!
O amor se manteve, porque não viu nada, não ouviu nada, não perguntou a ninguem!
Apenas perguntava ao amor,
que dizia o que deveria ser ouvido,
por um grande amor.
Assim o amor viveu,
ouvindo o que queria ouvir,
através de um único canal, o amor verdadeiro.
Verdadeiro porque não se traía,
verdadeiro porque era fiel a si próprio,
verdadeiro porque só ouvia, apenas o que o coração filtrava de bom,
para que fosse mantido vivo!
Assim, o amor viveu o grande amor.
O mundo do amor, era delimitado pelo universo do que era prudente, para se viver um grande amor;
apenas olhar, apenas sentir...
O amor sabia que a verdade liberta...
O amor sabia que o preço da liberdade é sangrento,
que a verdade desvela o oculto
que habita o mundo interno e externo, do amor.
O amor sabia, que escolhendo a ilusão, estaria à são e à salvo de qualquer turbulência e calmaria;
O amor sabia, que a ilusão o manteria vivo e
aumentaria sua dimensão.
Era mecanismo de defesa, o amor viver a ilusão.
Defesa para se manter vivo, para não matar o amor e não ver morrer o amor.
O grande amor se iniciaria nele mesmo e morreria nele mesmo.
Era prudente para o amor, escolher viver, por isso ele se idealizava,
para continuar vivendo...
Que brutal sacrifício, fazia o amor, para que desse vida ao amor...
Esse amor verdadeiro,
se inquietava com a turbulência da verdade,
que gritava forte,
balançava a quietude do amor que estava sempre a confrontá-lo!
O amor se imolou,
para que fosse mantida a crença no amor.
O amor se acidentou,
o amor ficou doente.
O amor pagou preço inestimável,
para alimentar o amor, o amor amar o amor!
A grande vítima do amor, o próprio amor, se ofereceu em sacrifício, se escondeu...
para preservar o amor, que traz a nobreza inominável
de preservar o amor, para não ferí-lo, golpeá-lo,
O amor adoeceu, morreu, ressucitou... (marianabbcerqueira, 2000)

embalando o amor, memórias... (marianabbcerqueira):

..."mostra-me o teu rosto,
faze-me ouvir a tua voz...
Põe-me como um selo sobre o teu coração...
porque o amor é forte como a morte...
Suas centelhas são centelhas de fogo,
uma chama divina.
As torrentes não poderiam extinguir o amor,
nem os rios o poderiam submergir.
Se alguem desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor,
só obteria desprezo". (Cântico dos Cânticos)

Um comentário:

Anônimo disse...

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Quem sou eu

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O estigma da morte é ferro, fogo e sangue nas emoções. É o peso que se carrega, não apenas pessoal, mas coletivamente, no prcessar simbólico do que é viver e do que é morrer! É a experiência humana de finitude! É mergulho profundo nas aguas da emoção, razão, imaginação. Tudo em busca de um sentido, da fé...