domingo, 24 de agosto de 2008

PEDRO: CAIXA POSTAL 2106198320042003

CARTA ABERTA A PEDRO HENRIQUE, de 01 de dezembro de 2006

Hoje começa o mes do Natal,
quando comemoramos o nascimento de Cristo.
Desejaria muito contar com sua presença na nossa mesa de NATAL,
vai ter todas os salgados, doces, paezinhos e torta que você gosta.
Do último Natal que passamos juntos,
guardo nosso retrato;
estavamos todos em família,
faltava a presença do seu pai,
por isso, percebia uma certa tristeza no seu olhar.
Nos afogamos nos comes e bebes,
era nosso prazer,
além do grandioso prazer de estarmos juntos.
Fico desolada,
pois o país onde habitas não posso alcançar,
não temos transporte para chegar lá...
Será que algum descobridor,
conseguirá construir um veículo,
capaz de nos transportar para este lugar invisível,
inatingível, imaginário, surreal,
para que, num contato mágico pudessemos nos abraçar?
colocar você no meu colo,
como costumava fazer,
pedindo que se levantasse logo,
pois estavas muito pesado.
Sem sua presença,
não pretendo estar em nenhum lugar...
A crença numa vida espiritual é bastante consoladora!
preciso recuperar esta crença para me confortar,
para suportar a ausencia...
Neste momento,
a gata FRIDA ME,
me faz companhia,
acredito que ela fica presente,
para tentar me consolar;
parece que ela sabe da sua estratégia de colocar a gata Maba,
junto de mim,
quando você me via triste pela ausencia do seu pai.
Lembra o que você dizia nessa hora?
"Toma sua BEBESQUEENE" ( a gata Maba)*,
e a colocava em meus braços.
Isso muito me emocionava,
pois era uma demonstração da sua sensibilidade.
Gostaria muito de ter contido a minha tristeza,
naquele período,
para não vê você comungando comigo,
tristezas!
Você era adolescência e juventude!
Eu não tinha o direito de turvar o brilho de uma vida que chegou para ser apenas, felicidade!
Ah!
como posso viver sua ausência!
"Vou pedir aos céus,
você aqui comigo,
vou jogar no mar,
flores prá te encontrar"...
O mar, uma das suas paixões!
O sol,
sua fonte de prazer e energia!
As flores,
fonte de seu perfume,
beleza e fantasia!
Vou te procurar junto ao mar...
sua mãe (mariana MÃE)

*A nossa gata MABA, não suportou sua ausência...

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O estigma da morte é ferro, fogo e sangue nas emoções. É o peso que se carrega, não apenas pessoal, mas coletivamente, no prcessar simbólico do que é viver e do que é morrer! É a experiência humana de finitude! É mergulho profundo nas aguas da emoção, razão, imaginação. Tudo em busca de um sentido, da fé...